segunda-feira, 8 de março de 2010

VIII

Estou te ouvindo, com direito à uma organização, separando os arquivos e tudo mais. Preferiria suas palavras, letras, frases, qualquer coisa desde que seja seu. Óbvio. Ao mesmo tempo, fico sem saber, se você lê este texto, por exemplo, e se me acompanha de alguma forma. Isso é tão importante quanto o entendimento vago que é isso mesmo, que você quer que eu escreva pra dar notícias sobre mim: meus sentimentos, pensamentos, etc. Vamos lá.

Estou no trabalho de artesão com a música. Me sinto só e me sinto acompanhado como qualquer ser humano. Querendo me afastar das subjetividades (amanhã poderá ter uma) negativas e machistas. O orgulhoso ''besta'' das pessoas, tem sido quebrados por manifestações espontâneas positivas.

Bom, se você me perguntar,- mais uma vez me questiono se estou sendo lido, ou falando sozinho- se você me perguntar se é essa a vida que eu quis, te digo que não. Tem lugares melhores e coisas mais produtivas pra se fazer. O trabalho solitário - porém não isolado! - é digno de grandes reflexões. O seu sentido idem.

Porém, é o que há. É o que é. E não há isso de se conformar ou não. Minha posição não é, nem inferior, nem superior à sua. ''Cuida de sua vida que cuido da minha''. Então, pra que isso?

Abraço!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

VII

Bom, escrevi sobre a questão do corpo e sua linguagem no meu último texto. Um esclarecimento: Escrevo, escrevi, de forma esporádica, sem saber se fui objetivo ou não, ou se segui às regras gramaticais ou não. Também escrevi sobre um dos presentes que daria pra ela, se fossemos casados ou namorados, e pus um porém, e este porém, em suma, são as condições que a gente se encontra. Pra por defeito e criticar é fácil. Digo ainda : É frágil. Se é que isso é.

O que me salva é a minha despreocupação com o texto e seu resultado. Não tenho obrigação nenhuma de ficar escrevendo textos sobre a mulher amada. Não faço revisões. Escrevo por escrever, como se estivesse numa ilha, com um diário em mãos. Simplesmente isso. E ponto final.

Fiquei sabendo há pouco tempo que ela não é mais casada, o que não quer dizer que eu venha a fazer alguma coisa, como se esperasse essa oportunidade. Hoje não, ontem sim. De qualquer forma, pra mim ela nunca foi casada ou bem casada. Aquele trem transcidental, de alma, etc. O que não quer dizer, que esse desapego, e racionalidade diga que o amor diminuiu. O amor pra mim é uma constante, e uma independencia.

Que que eu faço além de esperar por um lado, e agir, ainda que lentamente, pelo outro? A espera vem das justificativas, o agir vem das possibilidades. O esquecimento de ambas pode trazer novos caminhos, ainda que desconhecidos. No fundo, no fundo, o profundo ainda é meu mundo, e seu mundo. Que façamos então isto.

Abraço

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

VI

O corpo é mais que o corpo. Do corpo-a-corpo, podendo ser uma presença, o feminino e o masculino numa sala, por exemplo, como foi. Ainda poder ser um conflito corporal entre duas ou mais pessoas. Mas não cabe aqui, falar de violência, cabe sim falar do corpo em si, para que este quesito mais que importante seja pensado. O corpo é movimento, eterno movimento. Liberta-se. ‘’Não me toques’’ ou o contrário, meu corpo, seu corpo é meu. Quem tem inteligência, que entenda.

Falado o corpo, e espero que compreendido, falemos dos presentes. E dos presentes passados que ela ganhou, e que deveria ter ganhado mais: caixas de bombons, doces, poemas, flores, textos românticos, entre outros. Deveria estar cercada desses presentes, sem conseguir sair do lugar. Ou melhor, sem saber por onde começar... Estas coisas são pra mim, e espero que pra outros, realizáveis.

Um dos mais especiais que achei foi o desenho feito pelo desenhista, chargista ED, que fez ela tomando um pouco de sol; o raio de sol sobre sua bochecha, e o calor aquecendo sua face. Desenho este que foi inspirado na fotografia da rádio Itatiaia. Queria fazer um quadro com esse desenho, já pensei várias vezes nisso, de por numa moldura. Se estivéssemos casados, namorando, ficaria ele – o quadro- na sala, de todo o tamanho. Algo impossível? Não. Desde de que... Esse desde que é longo, e não falarei aqui os ‘’poréns’’, que são poucos e são muitos. Mas, enfim, ficaria mais do que bonito, o que de certa forma, foi feito sob medida, e influência dos meus escritos.
Um abraço pra quem ama.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

V

Depois disso, tudo esfriou, partir ao poucos, pra ‘’outra’’. Partir aos poucos este, que teve até um ‘’trote’’, onde fui muito bem tratado por ela. Muito bem tratado é uma ironia. Enfim, acabou-se um ciclo, uma era, e recomeça outro, como tudo que começa e termina na vida. Ou que recomeça por ainda não ter, emfim, terminado.

Vejo, vi a sensação de poder, não a sensação de superioridade, mas a sensação de poder, típica dos jornalistas. Que tem o ego inflamado, tal qual os artistas. Nisso eles não estão sós, seja esta sensação contínua ou momentânea. Senão fosse por mim, talvez não a condenaria. Mas as coisas estão quase que niveladas na mesma superfície. Quem que aparecer que apareça, mas que fique preso a este processo por resto da vida, lembrando que um dia se perde... Ou se perde mais de uma vez, alterando na escala de ganhar ou perder o ego.

Quando lêem este texto, posso parecer à margem, ingênuo, inocente a observar o meio mídiático, e esta fazendo seu festim, semelhante à primavera. Escrevi tudo isso pra chegar em um ponto simples. Escrevi isso tudo somente pra chegar neste ponto. E pra chegar neste ponto, tudo que foi escrito foi necessário.

Queria dizer somente que fora essas coisas todas negativas, ruins, que aconteceram, você me deixa muito feliz. Se deixar de ser você, a felicidade continua. Não sei dizer porque a tamanha felicidade e não precisaria fazê-lo portanto. Sei que habito essa dimensão ou coisa imensa, imensidão E este sou eu e digo. Quem me dera dizer em uma palavra, pois uma palavra basta.

IV

O dia da audiência, foi um dia clássico. Estava descançado totalmente do ‘’stress’’ da cidade grande, renovado pela força do mar. Fiz algumas coisas pra me garantir, fui de sobreaviso, bem na véspera. Mas antes queria dizer, que o coletivo varia, de acordo com o sabor dos acontecimentos. É só um detalhe, e já chegou lá. Sabia por pura intuição que não seria ‘’condenado’’. Sabia bem no fundo que seria bom. E por fim foi...

III

Todo o processo durou anos, um tempo impreciso de três, quatro anos. Até que ela saiu – bem que podia avisar- pra outro trabalho. Nesse meio termo, já estava completamente afetado psiquicamente, por não saber lidar com as coletividades de má fé, com talvez, a fama, e ainda com a falta de entendimento familiar. Falta essa que ainda falta. Que é ainda raso, mas antes raso, do que superficial. É. O que é é. O que ainda não é, como tudo que cresce e amadurece, será. É o processo natural. Com ciclos ou não, é o processo natural.

Pois, uma das manifestações muito negativas da minha parte, me presenteou uma , duas presenças numa delegacia. Não senti o ódio do significado da ação, não senti nada, e foram duas coisas que me defenderam: tanto o pensamento de nada ser, como o sentimento de ser nada na ‘’gravidade’’ da situação. Que seja, já passou.

II

Em todas as coisas existe uma evolução. Não há como esconder algo por muito tempo. A essência, o rumo era, continua a ser, o sentimentos variantes do amor. Isso é universal. Porém, na distancia e no meio por onde todas essas coisas passavam, atraiu todos os tipos de sentimentos alheios. Pela liberdade e clareza, os observadores, ou participantes, tinham que, pela ‘’energia’’, estar nela. Todavia, é querer demais que todos sejam colaboradores e favoráveis. O lado oposto ainda é obscuro, seu modo de operação é sempre desconhecido, pois ele nasce do lado oposto ou do lado positivo.

Por falar em lados, existem um, que é fundamental: o humano, o lado humano. Este contém, como todos, todos os sentimentos duais de claro e escuro, preto e branco, amor e ódio, etc... Não pude ser neutro por muito tempo. Na medida que o raio do nosso sentimento uno crescia - com direito a poderosos ‘’insights’’ coletivos - envolvia outros. E não podia ser diferente: o comportamento infantil apareceu, o adulto também, ou várias vezes apareceram reações tanto adulta como infantis, de ciúme, de raiva, etc. De ambas as partes manifestadas. Estas ficaram pra realidade. As outras, que foram muitas, desapareceram ou ficaram na memória...

I

... Tudo começou com pequenas audições de rádio. Uma ‘’pequena notável’’ que tratava assuntos sérios não com uma suavidade, mas em quase uma inversão da matéria. Melhor dizendo, podia-se ainda ouvir seus ecos, segredos, mistérios. Podia-se ouvir outra coisa que não seja a matéria em si, que tratavam de dizer sobre os delitos e mazelas ocorridos na cidade grande. Uma jornalista especial.

Confesso que me identifiquei totalmente com ela sem saber seus gostos, sua cor, se era casada ou não, se tinha namorado ou não. Foi uma identificação instantânea e súbita, além do bem, além do mal. Que tomou, depois de algumas audições, conta de mim, e ainda hoje, com algum obstáculos sentimentais, ainda é. Ainda é.

Meus impulsos no mundo real e imaginário juntos, fizeram que essas diferenças perdessem as suas dimensões ou fronteiras. Compulsivamente queria participar, era algo que me deixava muito contente, e minha memória não se esqueceu de que tipo de alegria é. É uma felicidade que está fora das ilusões da mente. Portanto, meus impulsos foram de escrever e escrever, coisas que chegassem até ela.

Esqueci, movido já por uma subjetividade que, digamos, era pra mim, por assim dizer. Esqueci igualmente do que podia estar causando pra ambas as partes. Talvez não fosse bem assim. Mas era, o pouco que era, já era o suficiente.